QUARTO DOMINGO DA QUARESMA (PALAVRAS DE DEUS)
Publicada por Correia Duarte | Etiquetas: Domingo a Domingo... | Posted On at 04:49
ANO C
4º DOMINGO DA QUARESMA
4º DOMINGO DA QUARESMA
LEITURA I – Jos 5,9a.10-12
Leitura do Livro de Josué
Naqueles dias,
disse o Senhor a Josué:
«Hoje tirei de vós o opróbrio do Egipto».
Os filhos de Israel acamparam em Gálgala
e celebraram a Páscoa,
no dia catorze do mês, à tarde,
na planície de Jericó.
No dia seguinte à Páscoa,
comeram dos frutos da terra:
pães ázimos e espigas assadas nesse mesmo dia.
Quando começaram a comer dos frutos da terra,
no dia seguinte à Páscoa,
cessou o maná.
Os filhos de Israel não voltaram a ter o maná,
mas, naquele ano,
já se alimentaram dos frutos da terra de Canaã.
Leitura do Livro de Josué
Naqueles dias,
disse o Senhor a Josué:
«Hoje tirei de vós o opróbrio do Egipto».
Os filhos de Israel acamparam em Gálgala
e celebraram a Páscoa,
no dia catorze do mês, à tarde,
na planície de Jericó.
No dia seguinte à Páscoa,
comeram dos frutos da terra:
pães ázimos e espigas assadas nesse mesmo dia.
Quando começaram a comer dos frutos da terra,
no dia seguinte à Páscoa,
cessou o maná.
Os filhos de Israel não voltaram a ter o maná,
mas, naquele ano,
já se alimentaram dos frutos da terra de Canaã.
SALMO RESPONSORIAL – Salmo 33 (34)
Refrão: Saboreai e vede como o Senhor é bom.
Refrão: Saboreai e vede como o Senhor é bom.
A toda a hora bendirei o Senhor,
o seu louvor estará sempre na minha boca.
A minha alma gloria-se no Senhor:
escutem e alegrem-se os humildes.
o seu louvor estará sempre na minha boca.
A minha alma gloria-se no Senhor:
escutem e alegrem-se os humildes.
Enaltecei comigo ao Senhor
e exaltemos juntos o seu nome.
Procurei o Senhor e Ele atendeu-me,
libertou-me de toda a ansiedade.
e exaltemos juntos o seu nome.
Procurei o Senhor e Ele atendeu-me,
libertou-me de toda a ansiedade.
Voltai-vos para Ele e ficareis radiantes,
o vosso rosto não se cobrirá de vergonha.
Este pobre clamou e o Senhor o ouviu,
salvou-o de todas as angústias.
o vosso rosto não se cobrirá de vergonha.
Este pobre clamou e o Senhor o ouviu,
salvou-o de todas as angústias.
LEITURA II – 2 Cor 5,17-21
Leitura da Segunda Epístola do apóstolo São Paulo aos Coríntios
Irmãos:
Se alguém está em Cristo, é uma nova criatura.
As coisas antigas passaram; tudo foi renovado.
Tudo isto vem de Deus,
que por Cristo nos reconciliou consigo
e nos confiou o ministério da reconciliação.
Na verdade, é Deus que em Cristo reconcilia o mundo consigo,
não levando em conta as faltas dos homens
e confiando-nos a palavra da reconciliação.
Nós somos, portanto, embaixadores de Cristo;
é Deus quem vos exorta por nosso intermédio.
Nós vos pedimos em nome de Cristo:
reconciliai-vos com Deus.
A Cristo, que não conhecera o pecado,
Deus identificou-O com o pecado por causa de nós,
para que em Cristo nos tornemos justiça de Deus.
Leitura da Segunda Epístola do apóstolo São Paulo aos Coríntios
Irmãos:
Se alguém está em Cristo, é uma nova criatura.
As coisas antigas passaram; tudo foi renovado.
Tudo isto vem de Deus,
que por Cristo nos reconciliou consigo
e nos confiou o ministério da reconciliação.
Na verdade, é Deus que em Cristo reconcilia o mundo consigo,
não levando em conta as faltas dos homens
e confiando-nos a palavra da reconciliação.
Nós somos, portanto, embaixadores de Cristo;
é Deus quem vos exorta por nosso intermédio.
Nós vos pedimos em nome de Cristo:
reconciliai-vos com Deus.
A Cristo, que não conhecera o pecado,
Deus identificou-O com o pecado por causa de nós,
para que em Cristo nos tornemos justiça de Deus.
ACLAMAÇÃO ANTES DO EVANGELHO – Lc 15,18
Refrão 1: Louvor e glória a Vós, Jesus Cristo Senhor.
Vou partir, vou ter com meu pai e dizer-lhe:
Pai, pequei contra o Céu e contra ti.
Refrão 1: Louvor e glória a Vós, Jesus Cristo Senhor.
Vou partir, vou ter com meu pai e dizer-lhe:
Pai, pequei contra o Céu e contra ti.
EVANGELHO – Lc 15,1-3.11-32
Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Lucas
Naquele tempo,
os publicanos e os pecadores
aproximavam-se todos de Jesus, para O ouvirem.
Mas os fariseus e os escribas murmuravam entre si, dizendo:
«Este homem acolhe os pecadores e come com eles».
Jesus disse-lhes então a seguinte parábola:
«Um homem tinha dois filhos.
O mais novo disse ao pai:
‘Pai, dá-me a parte da herança que me toca’.
O pai repartiu os bens pelos filhos.
Alguns dias depois, o filho mais novo,
juntando todos os seus haveres, partiu para um país distante
e por lá esbanjou quanto possuía,
numa vida dissoluta.
Tendo gasto tudo,
houve uma grande fome naquela região
e ele começou a passar privações.
Entrou então ao serviço de um dos habitantes daquela terra,
que o mandou para os seus campos guardar porcos.
Bem desejava ele matar a fome
com as alfarrobas que os porcos comiam,
mas ninguém lhas dava.
Então, caindo em si, disse:
‘Quantos trabalhadores de meu pai têm pão em abundância,
e eu aqui a morrer de fome!
Vou-me embora, vou ter com meu pai e dizer-lhe:
Pai, pequei contra o Céu e contra ti.
Já não mereço ser chamado teu filho,
mas trata-me como um dos teus trabalhadores’.
Pôs-se a caminho e foi ter com o pai.
Ainda ele estava longe, quando o pai o viu:
encheu-se de compaixão
e correu a lançar-se-lhe ao pescoço, cobrindo-o de beijos.
Disse-lhe o filho:
‘Pai, pequei contra o Céu e contra ti.
Já não mereço ser chamado teu filho’.
Mas o pai disse aos servos:
‘Trazei depressa a melhor túnica e vesti-lha.
Ponde-lhe um anel no dedo e sandálias nos pés.
Trazei o vitelo gordo e matai-o.
Comamos e festejemos,
porque este meu filho estava morto e voltou à vida,
estava perdido e foi reencontrado’.
E começou a festa.
Ora o filho mais velho estava no campo.
Quando regressou,
ao aproximar-se da casa, ouviu a música e as danças.
Chamou um dos servos e perguntou-lhe o que era aquilo.
O servo respondeu-lhe:
‘O teu irmão voltou
e teu pai mandou matar o vitelo gordo,
porque ele chegou são e salvo’.
Ele ficou ressentido e não queria entrar.
Então o pai veio cá fora instar com ele.
Mas ele respondeu ao pai:
‘Há tantos anos que eu te sirvo,
sem nunca transgredir uma ordem tua,
e nunca me deste um cabrito
para fazer uma festa com os meus amigos.
E agora, quando chegou esse teu filho,
que consumiu os teus bens com mulheres de má vida,
mataste-lhe o vitelo gordo’.
Disse-lhe o pai:
‘Filho, tu estás sempre comigo
e tudo o que é meu é teu.
Mas tínhamos de fazer uma festa e alegrar-nos,
porque este teu irmão estava morto e voltou à vida,
estava perdido e foi reencontrado’».
Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Lucas
Naquele tempo,
os publicanos e os pecadores
aproximavam-se todos de Jesus, para O ouvirem.
Mas os fariseus e os escribas murmuravam entre si, dizendo:
«Este homem acolhe os pecadores e come com eles».
Jesus disse-lhes então a seguinte parábola:
«Um homem tinha dois filhos.
O mais novo disse ao pai:
‘Pai, dá-me a parte da herança que me toca’.
O pai repartiu os bens pelos filhos.
Alguns dias depois, o filho mais novo,
juntando todos os seus haveres, partiu para um país distante
e por lá esbanjou quanto possuía,
numa vida dissoluta.
Tendo gasto tudo,
houve uma grande fome naquela região
e ele começou a passar privações.
Entrou então ao serviço de um dos habitantes daquela terra,
que o mandou para os seus campos guardar porcos.
Bem desejava ele matar a fome
com as alfarrobas que os porcos comiam,
mas ninguém lhas dava.
Então, caindo em si, disse:
‘Quantos trabalhadores de meu pai têm pão em abundância,
e eu aqui a morrer de fome!
Vou-me embora, vou ter com meu pai e dizer-lhe:
Pai, pequei contra o Céu e contra ti.
Já não mereço ser chamado teu filho,
mas trata-me como um dos teus trabalhadores’.
Pôs-se a caminho e foi ter com o pai.
Ainda ele estava longe, quando o pai o viu:
encheu-se de compaixão
e correu a lançar-se-lhe ao pescoço, cobrindo-o de beijos.
Disse-lhe o filho:
‘Pai, pequei contra o Céu e contra ti.
Já não mereço ser chamado teu filho’.
Mas o pai disse aos servos:
‘Trazei depressa a melhor túnica e vesti-lha.
Ponde-lhe um anel no dedo e sandálias nos pés.
Trazei o vitelo gordo e matai-o.
Comamos e festejemos,
porque este meu filho estava morto e voltou à vida,
estava perdido e foi reencontrado’.
E começou a festa.
Ora o filho mais velho estava no campo.
Quando regressou,
ao aproximar-se da casa, ouviu a música e as danças.
Chamou um dos servos e perguntou-lhe o que era aquilo.
O servo respondeu-lhe:
‘O teu irmão voltou
e teu pai mandou matar o vitelo gordo,
porque ele chegou são e salvo’.
Ele ficou ressentido e não queria entrar.
Então o pai veio cá fora instar com ele.
Mas ele respondeu ao pai:
‘Há tantos anos que eu te sirvo,
sem nunca transgredir uma ordem tua,
e nunca me deste um cabrito
para fazer uma festa com os meus amigos.
E agora, quando chegou esse teu filho,
que consumiu os teus bens com mulheres de má vida,
mataste-lhe o vitelo gordo’.
Disse-lhe o pai:
‘Filho, tu estás sempre comigo
e tudo o que é meu é teu.
Mas tínhamos de fazer uma festa e alegrar-nos,
porque este teu irmão estava morto e voltou à vida,
estava perdido e foi reencontrado’».
R E F L E X Ã O
1.—Neste tempo de Quaresma, somos convidados a fazer uma experiência semelhante à que fez o Povo de Deus de que fala a primeira leitura: é preciso pôr fim à etapa da escravidão e do deserto, a fim de passar, decisivamente, à vida nova, da liberdade e da paz. Como? Circuncidando o coração, ou seja, cortando na nossa vida o que nos mancha, o que nos magoa, o que nos desfeia aos olhos de Deus. Isto tem o nome de “conversão”. Conversão que começa pelo reconhecimento humilde das nossas faltas e dos nossos desvios, e continua pelo esforço de mudarmos os nossos maus sentimentos, por alterarmos as nossas atitudes erradas, por nos dirigirmos ao encontro de Deus que a todos ama e a todos quer perdoar, e por aceitarmos e acolhermos o perdão e a misericórdia de Deus.
2.--O filho mais novo do Evangelho é o nosso mau exemplo. Queria uma liberdade sem limites. Deixou-se levar por enganos ilusórios, tratando de saciar a sede de felicidade que se aninhava no seu coração com os prazeres deste mundo, abandonando a sua casa, voltando as costas ao seu bom pai que ficou imensamente amargurado.
3.-- Mais tarde (não demorou muito tempo), experimentou a sua indigência e a sua miséria, a falta de carinho e de amor que então não tinha, recordou- se de como era feliz quando estava como o Pai e o Irmão, e decidiu voltar para casa.
4.-- O Pai, esquecido do desgosto que o filho lhe dera, acolheu-o cheio de alegria e de amor, e nem sequer esperou que ele lhe pedisse o Seu perdão. Este Pai é o nosso BOM DEUS. Este filho rebelde somos todos nós, uma e outra vez.
5.--- O outro filho, o que ficou sempre em casa, nem era bom filho nem bom irmão. Era certamente cumpridor dos seus deveres, mas não tinha coração: nem comungou da alegria do Pai, nem se alegrou com o regresso do irmão. Pode ser o nosso caso, se nos julgamos bons e justos, mas não amamos verdadeiramente.
5.—Este tempo da Quaresma é o tempo favorável para nos reconhecermos pecadores: quem de nós é um filho perfeito, justo e santo? Este é o tempo favorável para voltarem à Casa de Deus e à Família de Deus a que pertencem desde o Batismo, todos os cristãos que se afastaram. Este é o tempo de nos reconciliarmos com Deus e de nos reconciliarmos com os nosso Irmãos. E é também o tempo para crescermos na alegria do amor: a Deus - nosso Pai, e aos outros – nossos irmãos.
6.---O papa Francisco, na sua Mensagem para o Ano Jubilar da Misericórdia, disse: “A Quaresma deste Ano Jubilar seja vivida mais intensamente como tempo forte para celebrar e experimentar a misericórdia de Deus. Há muitas pessoas, e também grande número de jovens, que estão a aproximar-se do Sacramento da Reconciliação ou Confissão e reencontram nessa ex periência o caminho e a alegria de voltar para o Senhor e redescobrem o profundo e verdadeiro sentido das suas vidas. O Sacramento da Confissão é, para penitente, a fonte da verdadeira paz interior. …Cada confessor acolha os fiéis como o pai na parábola do filho prodigo: um pai que corre ao encontro do filho, apesar de ele lhe ter dissipado os bens; um pai que estreita e abraça o filho que volta a casa, e vive e sente a alegria de o ter reencontrado”.
7.--- E acrescenta: “A misericórdia não se reduz ao sacramento da reconciliação, ela tem um horizonte muito mais amplo, pois compromete cada um de nós a tornar-nos instrumentos de misericórdia para com o próximo”.
8.--Nunca melhor do que esta ocasião, para rezarmos o ato de contrição:
Meu Senhor Jesus Cristo! Deus e Homem verdadeiro, Criador, Pai e Redentor meu; por serdes Vós quem sois, Bondade infinita, pesa-me de todo coração ter-vos ofendido tanto, uma e outra vez, de um e outro modo. Também me pesa porque me podeis castigar com as penas do inferno. Ajudado pela vossa divina graça, proponho firmemente emendar-me, corrigir-me, nunca mais pecar, confessar-me dos meus pecados, e cumprir a penitencia que o confessor me impuser. Amém
Meu Senhor Jesus Cristo! Deus e Homem verdadeiro, Criador, Pai e Redentor meu; por serdes Vós quem sois, Bondade infinita, pesa-me de todo coração ter-vos ofendido tanto, uma e outra vez, de um e outro modo. Também me pesa porque me podeis castigar com as penas do inferno. Ajudado pela vossa divina graça, proponho firmemente emendar-me, corrigir-me, nunca mais pecar, confessar-me dos meus pecados, e cumprir a penitencia que o confessor me impuser. Amém



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