MENSAGEM DO DIA (19.02.18)

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19.Fevereiro.18
MENSAGEM DO DIA

Segunda-feira da Semana I da Quaresma
Em verdade vos digo: Quantas vezes o fizestes a um dos meus irmãos mais pequeninos, a Mim o fizestes (25, 40).
A Quaresma é um tempo favorável para todos poderem, finalmente, sair da própria alienação existencial, graças à escuta da Palavra e às obras de misericórdia. Se, por meio das obras corporais, tocamos a carne de Cristo nos irmãos e irmãs necessitados de ser nutridos, vestidos, alojados, visitados, as obras espirituais tocam mais directamente o nosso ser de pecadores: aconselhar, ensinar, perdoar, admoestar, rezar. Por isso, as obras corporais e as espirituais nunca devem ser separadas.
Papa Francisco, Mensagem para a Quaresma, 2016
Oração:
Deus paciente e rico em misericórdia,
eu Te suplico:
dá-me um coração compassivo e atento
a quantos necessitam que aplique em seu favor
a prática das obras de misericórdia corporais e espirituais.
Ámen.

O EVANGELHO DO DIA (19.02.18)

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19.Fevereiro.18
O EVANGELHO DO DIA
Evangelho segundo S. Mateus 25,31-46.
Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Quando o Filho do homem vier na sua glória com todos os seus Anjos, sentar-Se-á no seu trono glorioso.
Todas as nações se reunirão na sua presença, e Ele separará uns dos outros, como o pastor separa as ovelhas dos cabritos;
e colocará as ovelhas à sua direita e os cabritos à sua esquerda.
Então o Rei dirá aos que estiverem à sua direita: ‘Vinde, benditos de meu Pai; recebei como herança o reino que vos está preparado desde a criação do mundo.
Porque tive fome e destes-Me de comer; tive sede e destes-Me de beber; era peregrino e Me recolhestes;
não tinha roupa e Me vestistes; estive doente e viestes visitar-Me; estava na prisão e fostes ver-Me’.
Então os justos Lhe dirão: ‘Senhor, quando é que Te vimos com fome e Te demos de comer, ou com sede e Te demos de beber?
Quando é que Te vimos peregrino e Te recolhemos, ou sem roupa e Te vestimos?
Quando é que Te vimos doente ou na prisão e Te fomos ver?’.
E o Rei lhes responderá: ‘Em verdade vos digo: Quantas vezes o fizestes a um dos meus irmãos mais pequeninos, a Mim o fizestes’.
Dirá então aos que estiverem à sua esquerda: ‘Afastai-vos de Mim, malditos, para o fogo eterno, preparado para o Diabo e os seus anjos.
Porque tive fome e não Me destes de comer; tive sede e não Me destes de beber;
era peregrino e não Me recolhestes; estava sem roupa e não Me vestistes; estive doente e na prisão e não Me fostes visitar’.
Então também eles Lhe hão-de perguntar: ‘Senhor, quando é que Te vimos com fome ou com sede, peregrino ou sem roupa, doente ou na prisão, e não Te prestámos assistência?’.
E Ele lhes responderá: ‘Em verdade vos digo: Quantas vezes o deixastes de fazer a um dos meus irmãos mais pequeninos, também a Mim o deixastes de fazer’.
Estes irão para o suplício eterno, e os justos para a vida eterna».

COMENTÁRIO
Manifestemos uns para com os outros a bondade do Senhor
Considera de onde te vem a existência, a respiração, a inteligência, a sabedoria, e, acima de tudo, o conhecimento de Deus, a esperança do reino dos céus e a contemplação da glória que, no tempo presente, é ainda imperfeita como num espelho e em enigma, mas que um dia haverá de ser mais plena e mais pura. Considera de onde te vem a graça de seres filho de Deus, herdeiro com Cristo e, falando com mais ousadia, de teres também sido elevado à condição divina. De onde e de quem vem tudo isso?
Ou ainda, – se quisermos falar de coisas menos importantes e que podemos ver com os nossos olhos – quem te concedeu a felicidade de contemplar a beleza do céu, o curso do sol, a órbita da lua, a multidão dos astros e aquela harmonia e ordem que se manifestam em tudo isso como uma lira afinada?
Quem te deu as chuvas, as lavouras, os alimentos, as artes, a morada, as leis, a sociedade, a vida tranquila e civilizada, a amizade e a alegria da vida familiar?
De onde te vem poderes dispor dos animais, os domésticos para teu serviço e os outros para teu alimento?
Quem te constituiu senhor e rei de todas as coisas que há na face da terra?
E, porque não é possível enumerar uma a uma todas as coisas, pergunto finalmente: quem deu ao homem tudo aquilo que o torna superior a todos os outros seres vivos?
Porventura não foi Deus? Pois bem, agora, o que ele te pede em compensação por tudo, e acima de tudo, não é o teu amor para com ele e para com o próximo? Sendo tantos e tão grandes os dons que recebemos ou esperamos dele, não nos envergonharemos de não lhe oferecer nem mesmo esta única retribuição que pede, isto é, o amor? E se ele, embora sendo Deus e Senhor, não se envergonha de ser chamado nosso Pai, poderíamos nós fechar o coração aos nossos irmãos?
De modo algum, meus irmãos e amigos, de modo algum sejamos maus administradores dos bens que nos foram concedidos pela graça divina, a fim de não ouvirmos a repreensão de Pedro: “Envergonhai-vos, vós que vos apoderais do que não é vosso; imitai a justiça de Deus e assim ninguém será pobre”.
Não nos preocupemos em acumular e conservar riquezas, enquanto outros padecem necessidade, para não merecermos aquelas duras e ameaçadoras palavras do profeta Amós: Tomai cuidado, vós que andais dizendo: “Quando passará o mês para vendermos; e o sábado, para abrirmos nossos celeiros?” (Am 8,5).
Imitemos aquela excelsa e primeira lei de Deus, que faz chover sobre os justos e os pecadores e faz o sol igualmente levantar-se para todos; que oferece aos animais que vivem na terra a extensão dos campos, as fontes, os rios e as florestas; que dá às aves a amplidão dos céus, e aos animais aquáticos, a vastidão das águas; que proporciona a todos, liberalmente, os meios necessários para a sua subsistência, sem restrições, sem condições, sem fronteiras; que põe tudo em comum, à disposição de todos eles, com abundância e generosidade, de modo que nada falte a ninguém. Assim procede Deus para com as suas criaturas, a fim de conceder a cada um os bens de que necessita segundo a sua natureza e dignidade, e manifestar a todos a riqueza da sua bondade.
São Gregório de Nazianzo
Bispo (†389).
Fonte: ALETEIA

PALAVRAS DE DEUS (1.º Domingo da Quaresma)

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1º DOMINGO DA QUARESMA – Ano B
-- 8 de fevereiro de 2018


LEITURA I – Gn 9,8-15
Leitura do Livro do Génesis
Deus disse a Noé e a seus filhos: «Estabelecerei a minha aliança convosco, com a vossa descendência e com todos os seres vivos que vos acompanham: as aves, os animais domésticos, os animais selvagens que estão convosco, todos quantos saíram da arca e agora vivem na terra.
Estabelecerei convosco a minha aliança: de hoje em diante nenhuma criatura será exterminada pelas águas do dilúvio e nunca mais um dilúvio devastará a terra».
Deus disse ainda: «Este é o sinal da aliança que estabeleço convosco e com todos os animais que vivem entre vós, por todas as gerações futuras: farei aparecer o meu arco sobre as nuvens e aparecer nas nuvens o arco, recordarei a minha aliança convosco e com todos os seres vivos e nunca mais as águas formarão um dilúvio para destruir todas as criaturas».
Palavra do Senhor.
SALMO RESPONSORIAL – Salmo 24 (25)
Refrão: Todos os vossos caminhos, Senhor, são amor e verdade
para os que são fiéis à vossa aliança.

Mostrai-me, Senhor, os vossos caminhos,
ensinai-me as vossas veredas.
Guiai-me na vossa verdade e ensinai-me,
porque Vós sois Deus, meu Salvador.

Lembrai-Vos, Senhor, das vossas misericórdias
e das vossas graças que são eternas.
Lembrai-Vos de mim segundo a vossa clemência,
por causa da vossa bondade, Senhor.

O Senhor é bom e recto,
ensina o caminho aos pecadores.
Orienta os humildes na justiça
e dá-lhes a conhecer a sua aliança.

LEITURA II – 1 Pe 3,18-22
Leitura da Primeira Epístola de São Pedro
Caríssimos: Cristo morreu uma só vez pelos pecados – o Justo pelos injustos – para vos conduzir a Deus. Morreu segundo a carne, mas voltou à vida pelo Espírito. Foi por este Espírito que Ele foi pregar aos espíritos que estavam na prisão da morte e tinham sido outrora rebeldes, quando, nos dias de Noé, Deus esperava com paciência, enquanto se construía a arca, na qual poucas pessoas, oito apenas, se salvaram através da água.
Palavra do Senhor.
EVANGELHO – Mc 1,12-15
Evangelho de Nosso senhor Jesus Cristo segundo São Marcos
Naquele tempo, o Espírito Santo impeliu Jesus para o deserto. Jesus esteve no deserto quarenta dias e era tentado por Satanás. Vivia com os animais selvagens e os Anjos serviam-n’O. Depois de João ter sido preso, Jesus partiu para a Galileia e começou a pregar o Evangelho, dizendo: «Cumpriu-se o tempo e está próximo o reino de Deus. Arrependei-vos e acreditai no Evangelho».
Palavra da Salvação.
REFLEXÃO
Conta-nos o Livro do Exodo, do Antigo Testamento, que o povo hebreu, depois de liberto por Deus da escravidão do Egipto, fez uma longa e dolorosa travessia de 40 anos pelo deserto, até à alegria de chegar à Terra Prometida, “terra onde corre leite e mel”.
Conta-nos S. Marcos no Evangelho que Jesus, antes de dar início à Sua Pregação, passou 40 dias no deserto, em jejum, em silêncio e em oração, foi tentado pelo demónio e venceu-o nas três grandes tentações com que agora nos tenta também a nós: o orgulho, a vaidade e o prazer.

1.----Preparando a celebração festiva e gloriosa da Páscoa de cada ano, a Igreja convida todos os seus filhos pelo Baptismo a passar por um deserto de 40 dias, de 4ª feira de Cinzas até 5ª feira Santa, a que chama Quaresma, para que todos renovemos os nossos sentimentos e as nossas atitudes, em relação a Deus e em relação uns aos outros, e assim, pelo perdão dos pecados e pela renovação da vida, podermos celebrar digamente a Paixão, a Morte e a Ressurreição do Senhor.

2.----A Quaresma começou a celebrar-se na Igreja, logo nos primeiro séculos, como tempo necessário e útil, para se prepararem para o Baptismo os adultos que o desejavam receber em cada Páscoa, e para se prepararem para serem integrados na Igreja os pecadores públicos, pelo Sacramento da Confissão, e assim terem parte plena na ressurreição do Senhor, ressuscitando também eles com Jesus para Vida Nova de filhos de Deus.

3.---A história da humanidade, desde as suas origens, está marcada pelo pecado. Ao longo dos séculos tem-se revivido o pecado dos nossos primeiros pais que foi, antes de mais, uma atitude de orgulho, de revolta, de falta de submissão à vontade de Deus. E as raízes desse mal estão em todos nós, sempre prontas a manifestar-se. Por isso toda a vida humana terá de ser uma vida de luta contra o mal.

4.---Nesta luta, Deus intervém junto de nós, porque nos quer salvar. Interveio, logo no início dos tempos, quando mandou o Dilúvio para destruir o mal sobre a terra, fazendo desaparecer os homens pecadores. Interveio ainda, depois de tantas outras calamidades, quando fez uma aliança com Moisés e lhe entregou as Tábuas da Lei. E interveio finalmente quando enviou ao mundo o Seu Filho que por nós sofreu e morreu. Foi esta a Nova e Eterna Aliança que Deus fez com os homens, aliança definitiva que pelos méritos de Cristo nos obteve o perdão de todos os nossos pecados.

5.---Mas Deus quer ainda intervir junto de cada um de nós, agora, e para isso nos proporciona este tempo da Quaresma. É o “tempo favorável” para nos convertermos, nos abrirmos à misericórdia de Deus; e assim, convertidos e renovados, podermos chegar com mais fervor, pureza, santidade e alegria às festas pascais.

6.----Ao longo da vida, nós vamos cedendo às tentações do egoísmo, do orgulho, da descrença, do desleixo, do desinteresse, e acabamos por nos esquecer de Deus, por nos afastarmos da Sua Casa, da Oração, dos Sacramentos que Ele dexou para nos salvar, e nem sequer nos reunimos ao Domingo com Jesus para darmos glória e louvor a Deus e lhe agradecermos os Seus muitos favores; trocamos o nosso Deus e Pai por qualquer outra coisa, por tudo e por nada. Pelo nosso egoísmo e pela nossa arrogância, vivemos quase só voltados para nós, e esquecemos, desprezamos e até ofendemos os outros, nomeadamente, os da nossa casa, os nossos vizinhos, os nossos colegas, e esquecemos e desprezamos os mais frágeis, como são os mais pobres, os mais velhos, os mais doentes.

7.---A Quaresma e a Páscoa de cada ano é para rectificarmos o que está errado e mal na nossa relação com Deus e na nossa relação uns com os outros. O convite que Jesus fez naquele tempo e nos faz agora a todos, é o seguinte: -“Chegou o tempo. Arrependei-vos e acreditai”!

8.----Procuremos, por isso, fazer alguma coisa para evitar ou ajudar a destruir o mal que nos rodeia e está em nós. A Igreja indica-nos três remédios que temos de tomar, especialmente neste tempo, para nos curamos das nossas doenças morais e espirituais: a Oração, o Jejum, e a Esmola. Tomemos estes remédios, e depois, procuremos e recebamos o perdão de Deus no Sacramento da Confissão.

9. -- Não fiquemos indiferentes! Na oração sugiro: a santa missa diária; o santo terço; a via-sacra; o diálogo contínuo com Jesus, nomeadamente quando estamos ou andamos sozinhos. No jejum, lembro: abster-nos de algo de que estamos dependentes, tais como, a comida e a bebida a mais, que até nos faz mal à saúde, a televisão, o computador, o telemóvel, o álcool, o tabaco, as más palavras, as desobediências, a humilhação dos outros, cada um é que sabe; na esmola, pensarmos em tanta gente que nem tem pão para comer, enquanto nós consumimos, consumimos, consumimos. Gastemos menos e ajudemos quem precisa. E demos aos outros, a começar pelos que estão em nossa casa, a esmola do nosso carinho, da nossa paciência, da nossa boa cara e das nossas boas palavras.   

Levemos isto a sério. E peçamos a Deus que nos ajude.

PROGRAMA DA SEMANA (18-25 / 02.18)

Publicada por Correia Duarte | | Posted On at 12:00

PARÓQUIA DE S. MIGUEL DE ANREADE
PROGRAMA DA SEMANA de 18 a 25 de Fevereiro / 2018

INTENÇÔES DE MISSA        HORA                                                     
SEGUNDA - FEIRA: ---Por Eduardo Alexandre
                              ---Por Manuel Ribeiro e filho Fernando
                            ---- Por José Pinto, pais e genro
                            ----Por António Vinagre, pais e irmãos
                            ----Por João Monteiro da Silva e esposa
                               ---Por Valentim Correia e sogros                   
17

TERÇA – FEIRA:  ---Por Manuel Pinto Ramalho
                              ---Por Manuel Lopes Pinto e seus pais
                            ---- Pelas int. Álvaro Rabaça e esposa
17

QUARTA - FEIRA :      ---Por Alvaro de Sousa
                                     ----Por Idalina Barbosa
                                        ---Por Adão Pereira                       
17
QUINTA – FEIRA: ---Por Maria José Félix, pais e irmãs
              ---Por António Ribeiro de Moura
                         ----Por Alzira Ferreira
                               ---Por Inês de Jesus, marido e fam.
                                ----Por Rosa Barbosa e Rosa Maria       
17
 SEXTA – FEIRA:   --- Por Fernando Alexandre – pessoa amiga
                            ---Por Manuel pinto, esposa e genro
                             ----Pelos fam.falec. da Casa da Tapada
                             ---- DIA DE ABSTINÊNCIA----
17
SÁBADO:       -----Por Maria Irene Alexandre (30º dia)
 ----Por António Pinto Machado, pais e sogros ----Por Manuel Truta, esposa e filho Albino  ----Por José Pinto Carneiro
                ----Por Leonor de Jesus, marido e filho
                                      ----Por João Monteiro e Maria José
17

OUTRAS  ACTIVIDADES E CELEBRAÇÕES :
-Missa Paroquial……..Domingos …………………………….11 horas
-Missa Vespertina.................Sábados …………….……….. 17  horas
-Catequese Paroquial ……Domingos ……………………….10 horas
-Comunhão aos Idosos e Doentes.......Domingos……...12,15 horas
-Terço Penitencial….…………………………...…. ….. às 16,40 horas

MENSAGEM DO DIA (16.02.18)

Publicada por Correia Duarte | Etiquetas: | Posted On at 12:35

16.Fevereiro.18
NA QUARESMA, UM JEJUM COERENTE -
- PEDIU HOJE, O PAPA.



Na Missa celebrada na Capela da Casa Santa Marta, o Santo Padre exorta a evitarmos um jejum fingido, para ser visto pelos outros, mas que o nosso jejum seja "disfarçado pelo sorriso" e chegue aos outros.

Cidade do Vaticano -16/02/18
Jejuar com coerência e não para aparecer. Na homilia da Missa na Casa Santa Marta, o Papa Francisco advertiu quanto ao jejum incoerente, exortando a nos questionar sobre como nos comportamos com os outros.
Na primeira leitura, extraída do livro do Profeta Isaías (Is 58,1-9a), fala-se do jejum que o Senhor quer: “quebrar as cadeias injustas, desligar as amarras do jugo, tornar livres os que estão detidos, enfim romper todo tipo de sujeição”.

O jejum é uma dos deveres da Quaresma, recordou o Papa. “Se não puder fazer um jejum total, que faz sentir fome até os ossos, “faça um jejum humilde, mas verdadeiro”, pediu o Papa.
É Isaías que evidencia as inúmeras incoerências na prática da virtude: cuidar dos próprios interesses, o dinheiro, enquanto o jejum é “um pouco despojar-se”; fazer penitência em paz : “não pode, de um lado, falar com Deus e, de outro, falar com o diabo”, porque é incoerente, advertiu o Francisco.

“Não jejuem mais como fazem hoje, de modo que se ouça o barulho”, ou seja, nós jejuamos, nós somos católicos, somos praticantes; eu pertenço àquela associação, nós jejuamos sempre, fazemos penitência. Mas, vocês jejuam com coerência ou fazem a penitência incoerentemente como diz o Senhor, com barulho, para que todos vejam e digam: “Mas que pessoa justa, que homem justo, que mulher justa...” Este é um disfarce; é maquiar a virtude".

É preciso disfarçar, mas seriamente, com o sorriso, isto é, não mostrar que está fazendo penitência. “Procura a fome para ajudar os outros, mas sempre com o sorriso”, exortou o Santo Padre.
O jejum consiste também em humilhar-se e isso se realiza pensando nos próprios pecados e pedindo perdão ao Senhor. “Mas, se este pecado que eu cometi fosse descoberto, fosse publicado nos jornais, que vergonha!” - “Pois bem, envergonha-te!”, disse o Papa, convidando também a quebrar as cadeias injustas.
“Eu penso a tantas domésticas que ganham o pão com o seu trabalho: humilhadas, desprezadas... Nunca pude esquecer uma vez que fui a casa de um amigo quando criança. Vi a mãe dar um tapa na doméstica. 81 anos... Não esqueci aquilo. “Sim, não Pai, eu nunca dou um tapa” – “Mas como os trata? Como pessoas ou como escravos? Pagas a eles o justo? Dás a eles as férias, é uma pessoa ou um animal que te ajuda em casa?”.

Pensem somente nisto. Nas nossas casas, nas nossas instituições, existe isto. Como eu me comporto com a doméstica que tenho em casa, com as domésticas que estão em casa?”
Então, um outro exemplo nascido de sua experiência pessoal. Falando com um senhor muito culto que explorava as domésticas, o Papa o fez entender que se tratava de um pecado grave, porque são “como nós, imagem de Deus”, enquanto ele sustentava que eram “pessoas inferiores”.

O jejum que o Senhor quer – como recorda ainda a Primeira leitura – consiste em “partilhar o pão com o faminto, no acolher em casa os miseráveis, sem-teto, em vestir os nus, sem negligenciar o teu sangue”.
“Hoje – observa Francisco – se discute se damos o teto ou não àqueles que vem pedi-lo”.
E, ao concluir, exorta a fazer penitência, a “sentir um pouco a fome”, a “rezar mais” durante a Quaresma e a perguntar-se como se comporta com os outros:
“O meu jejum chega a ajudar os outros? Se não chega, é fingido, é incoerente e te leva pelo caminho da vida dupla. Faço de conta ser cristão, justo.... como os fariseus, como os saduceus. Mas, por dentro, não o sou. Peça humildemente a graça da coerência. A coerência. Se eu não posso fazer algo, não a faço. Mas não fazê-la incoerentemente. Fazer somente aquilo que eu posso fazer, mas com coerência cristã. Que o Senhor nos dê esta graça”.

O EVANGELHO DO DIA (16.02.18)

Publicada por Correia Duarte | Etiquetas: | Posted On at 12:31

16.Fevereiro.18
O EVANGELHO DO DIA
Naquele tempo, os discípulos de João Baptista foram ter com Jesus e perguntaram-Lhe: «Por que motivo nós e os fariseus jejuamos e os teus discípulos não jejuam?».
Jesus respondeu-lhes: «Podem os companheiros do esposo ficar de luto, enquanto o esposo estiver com eles? Dias virão em que o esposo lhes será tirado: nesses dias jejuarão.




COMENTÁRIO
Dias virão em que o esposo lhes será tirado, e então jejuarão.
A festa de Páscoa tem a particularidade de que toda a Igreja se alegra por causa do perdão dos pecados. Esse perdão se realiza não somente naqueles que renascem pelo batismo, mas também naqueles que formam já parte da comunidade dos filhos adotivos de Deus. É verdade que, principalmente pelo banho de um novo nascimento, somos regenerados como homens novos. Contudo, convém a todos nós nos renovarmos diariamente para combater a deterioração de nossa condição mortal e, nas etapas de nosso progresso, não há ninguém que não tenha que caminhar sempre rumo a uma maior perfeição. Todos devemos nos esforçar para que no dia da redenção ninguém permaneça nos vícios de outros tempos. O que cada cristão deve fazer em todo momento, caríssimos, deve fazê-lo agora com maior empenho e com ainda maior generosidade. Assim cumpriremos o jejum de quarenta dias instituído pelos apóstolos, nem tanto reduzindo nosso alimento, mas, sobretudo, guardando abstinência de nossos pecados. Não há nada mais proveitoso que unir aos jejuns razoáveis dos santos a prática da esmola. Sob o nome das obras de misericórdia, a esmola engloba boas ações dignas de elogio, e assim, as almas de todos os fiéis podem se unir num mesmo mérito, seja qual for a desigualdade de sua condição e de seus recursos.
São Leão Magno
Papa (†461).

MENSAGEM DO DIA (15.02.18)

Publicada por Correia Duarte | Etiquetas: | Posted On at 04:04

15.Fevereiro.18
MENSAGEM DO DIA
QUARESMA COM O PAPA FRANCISCO

Do Evangelho segundo S. Mateus: Quando, pois, deres esmola, não permitas que toquem a trombeta diante de ti, como fazem os hipócritas. (...). Quando orardes, não sejais como os hipócritas, que gostam de rezar de pé nas sinagogas e nos cantos das ruas, para serem vistos pelos homens. (...). E, quando jejuardes, não mostreis um ar sombrio, como os hipócritas, que desfiguram o rosto para que os outros vejam que eles jejuam (6, 2.5.16).

O Evangelho que inaugura a Quaresma convida-nos a ser os seus protagonistas, abrangendo três recursos, três remédios que curam do pecado. Em primeiro lugar, a oração, expressão de abertura e de confiança no Senhor. (...). Em segundo lugar, a caridade, para superar a falta de interesse em relação aos outros. (...). Em terceiro lugar, o jejum, a penitência, para nos libertarmos das dependências daquilo que passa e para procurarmos ser mais sensíveis e misericordiosos. (Papa Francisco, Homilia na Quarta-Feira de Cinzas, 2016) [Oração] Deus, nosso Pai, suplico-Te que me dês a graça de não esquecer que devo rezar, falar Contigo e escutar a tua Palavra. Que a oração mais frequente, na Quaresma, intensifique em mim a prática das obras de caridade e misericórdia e me leve à penitência de renunciar àquilo que não condiz com o Evangelho. Ámen.