PALAVRAS DE DOMINGO (2.º Domingo Comum - ano C)
Publicada por Correia Duarte | | Posted On at 11:17
2º DOMINGO DO TEMPO COMUM – Ano C
- 16 de Janeiro de 2022 –
LEITURA
I – Is 62,1-5
Leitura do Livro de Isaías
Por amor de Sião não me calarei, por amor de Jerusalém não terei repouso,
enquanto a sua justiça não despontar como a aurora e a sua salvação não resplandecer
como facho ardente. Os povos hão-de ver a tua justiça e todos os reis a tua
glória. Receberás um nome novo, que a boca do Senhor designará. Serás coroa
esplendorosa nas mãos do Senhor, diadema real nas mãos do teu Deus. Não mais te
chamarão «Abandonada», nem à tua terra «Deserta», mas hão-de chamar-te
«Predilecta» e à tua terra «Desposada», porque serás a predilecta do Senhor e a
tua terra terá um esposo. Tal como o jovem desposa uma virgem, o teu Construtor
te desposará; e como a esposa é a alegria do marido, tu serás a alegria do teu
Deus.
Palavra do Senhor.
SALMO
RESPONSORIAL – Salmo 95 (96)
Refrão: Anunciai em todos os povos as maravilhas do Senhor.
Cantai ao Senhor um cântico novo,
cantai ao Senhor, terra inteira,
cantai ao Senhor, bendizei o seu nome.
Dai, ó Senhor, ó família dos povos,
dai ao Senhor glória e poder,
dai ao Senhor a glória do seu nome.
Adorai o senhor com ornamentos sagrados,
trema diante d’Ele a terra inteira;
dizei entre as nações: «O Senhor é Rei»,
governa os povos com equidade.
LEITURA
II – 1 Cor 12,4-11
Leitura da primeira Epístola do apóstolo São Paulo aos Coríntios
Irmãos: Há diversidade de dons espirituais, mas o Espírito é o mesmo. Há
diversidade de ministérios, mas o Senhor é o mesmo. Há diversidade de
operações, mas é o mesmo Deus que realiza tudo em todos. Em cada um se
manifestam os dons do Espírito para o bem comum. A um o Espírito dá a mensagem
da sabedoria, a outro a mensagem da ciência, segundo o mesmo Espírito. É um só
e o mesmo Espírito que dá a um o dom da fé, a outro o poder de curar; a um dá o
poder de fazer milagres, a outro o de falar em nome de Deus; a um dá o
discernimento dos espíritos, a outro o de falar diversas línguas, a outro o dom
de as interpretar. Mas é um só e o mesmo Espírito que faz tudo isto,
distribuindo os dons a cada um conforme Lhe agrada.
Palavra do Senhor.
EVANGELHO
– Jo 2,1-11
Evangelho de Nosso
Senhor Jesus Cristo segundo São João
Naquele tempo, realizou-se um casamento em Caná da Galileia e estava lá a Mãe
de Jesus. Jesus e os seus discípulos foram também convidados para o casamento.
A certa altura faltou o vinho. Então a Mãe de Jesus disse-Lhe: «Não têm vinho».
Jesus respondeu-Lhe: «Mulher, que temos nós com isso? Ainda não chegou a minha
hora». Sua Mãe disse aos serventes: «Fazei tudo o que Ele vos disser». Havia
ali seis talhas de pedra, destinadas à purificação dos judeus, levando cada uma
de duas a três medidas. Disse-lhes Jesus: «Enchei essas talhas de água». Eles
encheram-nas até acima. Depois disse-lhes: «Tirai agora e levai ao chefe de
mesa». E eles levaram. Quando o chefe de mesa provou a água transformada em
vinho, – ele não sabia de onde viera, pois só os serventes, que tinham tirado a
água, sabiam – chamou o noivo e disse-lhe: «Toda a gente serve primeiro o vinho
bom e, depois de os convidados terem bebido bem, serve o inferior. Mas tu
guardaste o vinho bom até agora». Foi assim que, em Caná da Galileia, Jesus deu
início aos seus milagres. Manifestou a sua glória e os discípulos acreditaram
n’Ele.
Palavra da Salvação.
Neste II Domingo Comum, escutamos a narração do milagre das boas de Caná da Galileia, escrita por S. João Evangelista que assistiu a essas bodas de casamento, com Jesus e Sua Mãe.
1.---Os textos da celebração recordam-nos e pôem à nossa meditação a fidelidade e o amor de Deus para connosco, fidelidade e amor a que temos de responder e corresponder.
2.---Na primeira leitura, o profeta Isaías realça o amor de Deus pelo Seu Povo, apesar de todas as infidelidades desse mesmo povo. Ele compara Deus como um esposo que ama profundamente a esposa e nunca desiste de a amar, haja o que houver, aconteça o que acontecer. Na verdade, cada um de nós devia e deve ser "a alegria do Senhor", mas, não sendo assim, Ele fica magoado e ofendido com a nossa indiferença e as nossas desobediências, mas não corta relações connosco. Ele espera sempre que nós voltemos.
3.---Na 2ª leitura, S. Paulo lembra-nos que todos os dons e capacidades que cada um de nós possui - ler, escrever, cantar, ensinar, e todos os outros dons - são favores gratuitos recebidos de Deus, que não podemos nem devemos usar como pedestais para nos afirmarmos ou exibirmos, mas que devemos pôr sempre com humildade ao dispor de Deus, ao serviço da Sua Igreja, da causa do Evangelho, e dos irmãos em necessidade.
4.---No
Santo Evangelho, pudemos ouvir contar a presença de Jesus e de Sua Mãe numa
boda de casamento. A presença de Jesus mostra-nos que não veio ao mundo para
trazer a dor ou a tristeza, mas a felicidade e alegria. Para evitar a tristeza
e a vergonha dos noivos e da família dos noivos que estavam a ficar sem vinho
para dar aos convidados, foi que Ele fez, a pedido da Mãe, o seu primeiro
milagre, transformando a água em vinho.
6.---O Papa, na mesma cidade de Roma, falando a cerca de sete mil pessoas, e desejando chamar a nossa atenção para essa fidelidade e esse amor de Deus para connosco, disse estas palavras maravilhosas: “Deus procura-te, mesmo que tu não o procures. Deus ama-te, mesmo que te tenhas esquecido d’Ele. Basta pensarmos no filho pródigo, e no pai que o espera dias e dias e o acolhe cheio de amor e de alegria quando o filho volta para casa. Mesmo que tenhas dentro de ti coisas más, e problemas que não sabes nem consegues resolver, Deus não te esconde o rosto. Chama por Ele, chamando-Lhe Pai, e Ele responder-te-á. Nunca te esqueças que tens um Pai Muito Poderoso e muito Bom».
7.---Jesus, a pedido
de Sua Mãe, mudou a água em vinho. Felizes os noivos das bodas de Caná! -
diremos todos. As núpcias de Caná fazem porém lembrar o Santo Matrimónio
cristão em que Jesus abençoa e santifica o amor e a fidelidade dos noivos, e
fazem-nos lembrar também a Última Ceia
de Jesus com os Seus apóstolos, onde o vinho se transformou em Sangue de Cristo.
Por sua vez a Eucaristia de hoje, é penhor das núpcias do banquete do Cordeiro,
na eternidade. A Eucaristia é o banquete das núpcias do noivo que é Jesus e da
noiva que é a Sua e nossa Igreja. Cada vez que participamos na mesa do Corpo e
do Sangue de Jesus, recebemos o penhor de participarmos também no banquete
eterno da glória. Cada Missa é o sinal da alegria e do amor que Deus nos
oferece, que nós aceitamos e Lhe agradecemos.
Por isso é que nós
dizemos: FELIZES OS CONVIDADOS PARA A CEIA DO SENHOR!


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